Hoje é dia ser pai ou mãe é quase como brincar à roleta
russa.
Nos ‘’antigamentes’’, como dizem os mais sábios (prefiro
este termo para os anciãos), uma criança portava-se mal, levava uma palmada ou
puxão de orelhas e encarrilhava nos eixos. Os castigos deste tipo eram aplicado
pelos pais e pelos professores (ou mestres e mestras, como se chamavam).
Recordo-me de ser conversadora no ensino primário… também me
recordo dos puxões de orelhas que a minha professora me dava e do efeito
silenciador que tinham, durante dias a fio. Morri? Não… e as minhas notas eram
excelentes. Como consequência, quando fui para o segundo ciclo já não era
conversadora (tanto, pelo menos).
A minha mãe deu-me um estalo na cara (nem foi muito forte) quanto
eu tinha 6 anos porque a interrompi numa conversa com outros adultos (fazia
muitas birras na altura). Não chorei mas pareceu-me tão mal…. Morri? Não… nunca
mais a interrompi nem a outros adultos (embora também tivesse passado a não
permitir ser interrompida – por questão de ‘’exemplo’’). Outra
consequência passei a ter um híper respeitinho à minha mãe e, só de pensar que
ela poderia vir a repetir o feito com algo que eu pudesse fazer, portava-me
muito bem (tendo em conta o comportamento dos outros, eu era um anjo) e ela
nunca mais o repetiu.
Atenção, não defendo a violência (aqueles gritos loucos ou
tareias desmesuradas). Defendo sim que um ralhete a sério, daqueles que põem a
criança em sentido, ou uma palmada, na altura certa fazem milagres!
Mas a sociedade condena…
Claro que muitos dos que apregoam ser anti gritos e afins
dão grandes tareias aos filhos mas isso já não é para ser dito em hasta publica…
O que importa são os eruditos que
defendem que a criança deve exprimir os seus sentimentos e não deve ser
contrariada; que não deve aprender na pré-escola e o 1º ano do ensino básico é só para
determinadas actividades psico-motoras (mas começam o 2º ano com outras que
exigem saber ler e escrever… devem ter aprendido nas férias); que NUNCA se deve
bater (nem um estalinho sequer) nem gritar porque as tornamos violentas e podem
ficar traumatizadas para a vida… and so and so…
Resumindo e baralhando:
Quando um filho (ou filha) fizer alguma coisa, sei lá,
partir a TV ao fim de 100 avisos para não jogar com a bola dentro de casa, não
gritem sequer! Digam algo como: ‘’ai ai ai o menino! A mamã já não tinha dito
para não jogar? ‘Tá a ver? E agora? Agora a mamã tem de limpar isto tudo e ir
comprar outra! Mau mau! Agora vá para o seu quarto e fica sem tablet durante
uma hora!
E pronto, fica resolvido.
Vamos ter uns adultos ‘’engraçados’’ vamos… Já passam sem
estudar (e com negativas à barda), já não podem ser repreendidos decentemente
pelos professores sem ter os pais nas escolas a fazer bullying aos ditos, tão
pouco podem levar uma palmada no rabo não vá alguém fazer uma denuncia a uma
instituição...
Resta-nos colocá-los no tambor do mundo e esperar
que não nos rebente nada na cabeça!
(Há excepções! Existem crianças maravilhosas que se portam maravilhosamente bem e não dão chatices. Não conheço muitas mas conheço um par delas. Este texto aplica-se à criançada em geral)
(Há excepções! Existem crianças maravilhosas que se portam maravilhosamente bem e não dão chatices. Não conheço muitas mas conheço um par delas. Este texto aplica-se à criançada em geral)

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