Uma verdadeira balbúrdia cerebral!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Ser pai ou mãe nos tempos modernos

Hoje é dia ser pai ou mãe é quase como brincar à roleta russa.

Nos ‘’antigamentes’’, como dizem os mais sábios (prefiro este termo para os anciãos), uma criança portava-se mal, levava uma palmada ou puxão de orelhas e encarrilhava nos eixos. Os castigos deste tipo eram aplicado pelos pais e pelos professores (ou mestres e mestras, como se chamavam).

Recordo-me de ser conversadora no ensino primário… também me recordo dos puxões de orelhas que a minha professora me dava e do efeito silenciador que tinham, durante dias a fio. Morri? Não… e as minhas notas eram excelentes. Como consequência, quando fui para o segundo ciclo já não era conversadora (tanto, pelo menos).

A minha mãe deu-me um estalo na cara (nem foi muito forte) quanto eu tinha 6 anos porque a interrompi numa conversa com outros adultos (fazia muitas birras na altura). Não chorei mas pareceu-me tão mal…. Morri? Não… nunca mais a interrompi nem a outros adultos (embora também tivesse passado a não permitir ser interrompida – por questão de ‘’exemplo’’). Outra consequência passei a ter um híper respeitinho à minha mãe e, só de pensar que ela poderia vir a repetir o feito com algo que eu pudesse fazer, portava-me muito bem (tendo em conta o comportamento dos outros, eu era um anjo) e ela nunca mais o repetiu.

Atenção, não defendo a violência (aqueles gritos loucos ou tareias desmesuradas). Defendo sim que um ralhete a sério, daqueles que põem a criança em sentido, ou uma palmada, na altura certa fazem milagres!

Mas a sociedade condena…

Claro que muitos dos que apregoam ser anti gritos e afins dão grandes tareias aos filhos mas isso já não é para ser dito em hasta publica…

O que importa são os eruditos que defendem que a criança deve exprimir os seus sentimentos e não deve ser contrariada; que não deve aprender na pré-escola e o 1º ano do ensino básico é só para determinadas actividades psico-motoras (mas começam o 2º ano com outras que exigem saber ler e escrever… devem ter aprendido nas férias); que NUNCA se deve bater (nem um estalinho sequer) nem gritar porque as tornamos violentas e podem ficar traumatizadas para a vida… and so and so…

Resumindo e baralhando:

Quando um filho (ou filha) fizer alguma coisa, sei lá, partir a TV ao fim de 100 avisos para não jogar com a bola dentro de casa, não gritem sequer! Digam algo como: ‘’ai ai ai o menino! A mamã já não tinha dito para não jogar? ‘Tá a ver? E agora? Agora a mamã tem de limpar isto tudo e ir comprar outra! Mau mau! Agora vá para o seu quarto e fica sem tablet durante uma hora!

E pronto, fica resolvido.

Vamos ter uns adultos ‘’engraçados’’ vamos… Já passam sem estudar (e com negativas à barda), já não podem ser repreendidos decentemente pelos professores sem ter os pais nas escolas a fazer bullying aos ditos, tão pouco podem levar uma palmada no rabo não vá alguém fazer uma denuncia a uma instituição...


Resta-nos colocá-los no tambor do mundo e esperar que não nos rebente nada na cabeça!

(Há excepções! Existem crianças maravilhosas que se portam maravilhosamente bem e não dão chatices. Não conheço muitas mas conheço um par delas. Este texto aplica-se à criançada em geral)

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