Uma verdadeira balbúrdia cerebral!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

GREVE OU DIA DE FÉRIAS?

Hoje, mais uma vez, a função pública e os professores fizeram uma ‘’interrupção laboral’’, ou para os mais eruditos ‘’Greve’’, em prol do aumento dos salários e melhores condições laborais.

As pessoas perderam o direito à greve no dia em que deixaram de votar!

Primeiro ponto: quem gere isso é o governo e,  como sabem, somos nós que elegemos os órgãos do governo. Portanto, se votaram  muito bem, podem reclamar contra mas, se ficaram com o rabinho em casa com a desculpa do «ah e tal eu não acredito em político nenhum» então agora papem e trabalhem! Isto do ‘’temos direitos’’ é muito bonito mas quase ninguém liga ao ‘’temos deveres’’.
Segundo ponto: fizeram greve para protestar e lutar pelos vossos direitos ou para aproveitar o fim de semana grande?  Fazer greve dá jeito não é? Mais de metade até está acomodado ao seu modo de vida e nem liga ou faz o que quer que seja para melhorar o ‘’sistema’’ mas, se surgir uma hipótese de não ir trabalhar, há que agarrá-la (ainda que isso represente milhões de euros de prejuízo para o país)!
Queria ver todos os professores e trabalhadores da função pública aderentes reunidos em frente ao Ministério da Educação ou à porta da Assembleia da Republica… isso sim era de valor. Mas gastar este dia de sol nisso? Não me parece…


Nunca fiz greve mas perdi a conta ao número de vezes que participei em manifestações!

Ora então, pondo isto em termos mais simples ainda:
Da população aderente à bendita greve, mais de 50% não vota (mas admitamos 50% apenas); desses 50%, 40% vão passear, descansar ou tratar de ‘’cenas’’ e estão-se nas tintas para o país e, apenas, 10% vão realmente bater o pé e protestar! (Estou a ser simpática…)

Portanto siga! Façam greves, afundem mais o país (porque mesmo que vos digam que sim às exigências, mais tarde vamos TODOS pagar por elas) e continuem sem votar! Ah, e aproveitem por mim para ir até àquela esplanada à beira mar ou fazer umas comprinhas (quiçá rumar até  ao Algarve) porque eu não posso… eu acordei na mesma cedo para levar o meu filho à escola que não abriu (era dia de teste de avaliação, não podia arriscar) e tenho de trabalhar para poder ter aquilo que quero… mas isso sou só eu que sou totó…

Se calhar safava-me melhor a não fazer ‘’nenhum’’!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O mito da alma gémea

Ontem estava a ver um episódio da série ''Bones'' (sim, eu só vejo as séries quando elas já acabaram) e houve uma fala da Brennan que me fez ir pesquisar mais sobre.

Platão, filósofo e matemático da Grécia Antiga (há mais de 2000 anos), num livro seu intitulado ''O Banquete'', tenta encontrar uma definição para o Amor. Organiza uma festa onde cada convidado enaltece Eros, o Deus do Amor. 
No entanto, é Aristófanes (o melhor comediante da época) quem rouba as atenções com a sua paródia sobre a criação das almas gémeas (dando origem ao mito).


Passo a citar (versão editada):
No início dos tempos os homens eram seres completos, de duas cabeças, quatro pernas, quatro braços. Porém, como se consideravam seres muito desenvolvidos, os homens resolveram subir ao céu e lutar contra os deuses, com o objectivo de os destronarem e tomarem os seus lugares. Os deuses venceram a batalha e Zeus resolveu castigar os homens por serem tão altivos. Pegou numa espada e cortou todos os homens ao meio espalhando as metades por toda a Terra (...)
Desesperados, cada um partiu à procura da sua outra metade, sem a qual não viveriam plenos. 
Ou seja, a sensação que temos de que precisamos de alguém que nos complete (a nossa ''cara metade'') vem de há milhares de anos atrás! 


As coisas que eu aprendo com os filmes e séries :p 

(Isso e bandas sonoras!)



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Olá pessoas!

Fui aconselhada a ter um blog! Não deixam de ter o seu ''quê'' de razão.
Há quinze anos atrás criei o meu primeiro blog, chamava-se «Poderia ser Pior» (actualmente encerrado). Foi a compilação deste e mais dois que deu origem ao meu primeiro Livro Devaneios de uma Divorciada.
Na altura, sarei a mente a escrever para estranhos (que me davam mais companhia do que os conhecidos) e, alguns deles, tornaram-se bons amigos que ainda mantenho.

Por isso, cá estou de novo, no meio da World Wide Web, para ir partilhando convosco pequenos devaneios e outras ''cenas'' que me passem pela ideia =)

Espero que gostem,
Ana Tapadinhas