Uma verdadeira balbúrdia cerebral!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ela é Mulher!

Ela é morena ou é loira… ou tem madeixas quando lhe apetece. Tem o cabelo curto, longo, encaracolado ou esticado… Tem olhos castanhos, verdes, azuis, um sorriso rasgado e a maioria das rugas são de sorrir. Ela não é alta nem é magra mas também não é anãzinha nem uma pipa. Tem 25 anos ou 40 e às vezes até tem 60... É bonita… até quando chora. É inteligente, sonhadora, trabalhadora… tem planos para a vida e esses planos incluem envelhecer ao lado de alguém que a tenha amado no decorrer da mesma. Não desiste de ser feliz, mesmo quando parece que tudo o que faz está mal feito e todas as decisões são as erradas! Sabe, lá no fundo, que um dia acertará e continua a tentar. Ela acredita no amor, na lealdade, na família e não deixa de acreditar mesmo quando atraiçoada… fica magoada, refugia-se no seu ‘’canto’’ mas, quando termina de lamber as suas feridas, sai de novo à rua e tudo está bem! Não permite que a vejam chorar, nem que imaginem que é uma pessoa ‘’normal’’, com problemas (como todos)… para o mundo, ela tem a vida perfeita…



Ela sou eu... ela és TU!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Ser pai ou mãe nos tempos modernos

Hoje é dia ser pai ou mãe é quase como brincar à roleta russa.

Nos ‘’antigamentes’’, como dizem os mais sábios (prefiro este termo para os anciãos), uma criança portava-se mal, levava uma palmada ou puxão de orelhas e encarrilhava nos eixos. Os castigos deste tipo eram aplicado pelos pais e pelos professores (ou mestres e mestras, como se chamavam).

Recordo-me de ser conversadora no ensino primário… também me recordo dos puxões de orelhas que a minha professora me dava e do efeito silenciador que tinham, durante dias a fio. Morri? Não… e as minhas notas eram excelentes. Como consequência, quando fui para o segundo ciclo já não era conversadora (tanto, pelo menos).

A minha mãe deu-me um estalo na cara (nem foi muito forte) quanto eu tinha 6 anos porque a interrompi numa conversa com outros adultos (fazia muitas birras na altura). Não chorei mas pareceu-me tão mal…. Morri? Não… nunca mais a interrompi nem a outros adultos (embora também tivesse passado a não permitir ser interrompida – por questão de ‘’exemplo’’). Outra consequência passei a ter um híper respeitinho à minha mãe e, só de pensar que ela poderia vir a repetir o feito com algo que eu pudesse fazer, portava-me muito bem (tendo em conta o comportamento dos outros, eu era um anjo) e ela nunca mais o repetiu.

Atenção, não defendo a violência (aqueles gritos loucos ou tareias desmesuradas). Defendo sim que um ralhete a sério, daqueles que põem a criança em sentido, ou uma palmada, na altura certa fazem milagres!

Mas a sociedade condena…

Claro que muitos dos que apregoam ser anti gritos e afins dão grandes tareias aos filhos mas isso já não é para ser dito em hasta publica…

O que importa são os eruditos que defendem que a criança deve exprimir os seus sentimentos e não deve ser contrariada; que não deve aprender na pré-escola e o 1º ano do ensino básico é só para determinadas actividades psico-motoras (mas começam o 2º ano com outras que exigem saber ler e escrever… devem ter aprendido nas férias); que NUNCA se deve bater (nem um estalinho sequer) nem gritar porque as tornamos violentas e podem ficar traumatizadas para a vida… and so and so…

Resumindo e baralhando:

Quando um filho (ou filha) fizer alguma coisa, sei lá, partir a TV ao fim de 100 avisos para não jogar com a bola dentro de casa, não gritem sequer! Digam algo como: ‘’ai ai ai o menino! A mamã já não tinha dito para não jogar? ‘Tá a ver? E agora? Agora a mamã tem de limpar isto tudo e ir comprar outra! Mau mau! Agora vá para o seu quarto e fica sem tablet durante uma hora!

E pronto, fica resolvido.

Vamos ter uns adultos ‘’engraçados’’ vamos… Já passam sem estudar (e com negativas à barda), já não podem ser repreendidos decentemente pelos professores sem ter os pais nas escolas a fazer bullying aos ditos, tão pouco podem levar uma palmada no rabo não vá alguém fazer uma denuncia a uma instituição...


Resta-nos colocá-los no tambor do mundo e esperar que não nos rebente nada na cabeça!

(Há excepções! Existem crianças maravilhosas que se portam maravilhosamente bem e não dão chatices. Não conheço muitas mas conheço um par delas. Este texto aplica-se à criançada em geral)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

As sextas feiras já vão tendo um sabor agridoce na minha vida…

Não à muito tempo atrás, passava a semana a ansiar pela sexta-feira! A meio da semana já tinha planeado o ‘’programa das destas’’:  a roupa que ia usar e o dinheiro que podia gastar, já tinha telefonado ao pessoal todo envolvido e andaria, pelo dia de hoje, a falar no Messenger com eles sobre o fds.

Chegaria o dito e seria tal e qual! Iríamos jantar fora, tomaríamos o café e os primeiros copos da noite num bar já escolhido e dançaríamos até de madrugada numa discoteca, entre conversa, copos e muita animação. Sairíamos de óculos escuros rumo à barraca das bifanas e, depois do pequeno almoço tomado, iríamos dormir até ao fim da tarde!

Hoje também é mais ou menos assim… NOT!

Se desejo a sexta, por outro lado já me assusta a rapidez com que ela chega.
Entretanto, o cansaço da semana é tanto que acabo por me marimbar na velocidade da passagem dos dias e desejá-la na mesma a meio da semana.

Ela chega e conto as horas para que acabe… para… tomar banho e vestir o pijama!

O ponto alto do meu fim de semana é precisamente o sofá! Estarei a entrar em decadência? OH NÃOOOOOOO!!!!! 
Vestir  o pijama, levar a almofada da cama atrás e deitar-me no sofá a ver séries na TV enquanto o meu homem me faz festas no cabelo (bem… ele faz todas as noites mas, ao fim de semana, parece que ainda me sabem melhor).

Por volta das 23 horas e picos já fiz um ou dois micro-sonos e lá vou (três para a esquerda, dois para a direita – quase como quando vinha da discoteca há 10 anos atrás, mas às 7 da manhã) rumo à cama…. E durmo!  Mas nem o sono é como era… durmo 4/5 horas e depois acordo… dói o pescoço ou dói as costas, ou dói a coluna ou os ombros… viro-me para a esquerda, direita, bruços…. E assim se marina o frango até achar que são horas mais decentes (pelo menos  8h) para me levantar…. BAGHHHHHHHHH


Excesso de trabalho, falta de exercício físico e má alimentação, resultado: uma velha aos (quase) quarenta!