Hoje, mais uma vez, a função pública e os professores
fizeram uma ‘’interrupção laboral’’, ou para os mais eruditos ‘’Greve’’, em
prol do aumento dos salários e melhores condições laborais.
As pessoas perderam o direito à greve no dia em que deixaram de votar!
Primeiro ponto: quem gere isso é o governo e, como sabem, somos nós que elegemos os órgãos
do governo. Portanto, se votaram muito
bem, podem reclamar contra mas, se ficaram com o rabinho em casa com a desculpa
do «ah e tal eu não acredito em político nenhum» então agora papem e trabalhem!
Isto do ‘’temos direitos’’ é muito bonito mas quase ninguém liga ao ‘’temos
deveres’’.
Segundo ponto: fizeram greve para protestar e lutar pelos
vossos direitos ou para aproveitar o fim de semana grande? Fazer greve dá jeito não é? Mais de metade
até está acomodado ao seu modo de vida e nem liga ou faz o que quer que seja
para melhorar o ‘’sistema’’ mas, se surgir uma hipótese de não ir trabalhar, há
que agarrá-la (ainda que isso represente milhões de euros de prejuízo para o
país)!
Queria ver todos os professores e trabalhadores da função pública aderentes reunidos em frente ao Ministério da Educação ou à porta da Assembleia da Republica… isso sim era de valor. Mas gastar este dia de sol nisso? Não me parece…
Queria ver todos os professores e trabalhadores da função pública aderentes reunidos em frente ao Ministério da Educação ou à porta da Assembleia da Republica… isso sim era de valor. Mas gastar este dia de sol nisso? Não me parece…
Ora então, pondo isto em termos mais simples ainda:
Da população aderente à bendita greve, mais de 50% não vota
(mas admitamos 50% apenas); desses 50%, 40% vão passear, descansar ou tratar de
‘’cenas’’ e estão-se nas tintas para o país e, apenas, 10% vão realmente bater
o pé e protestar! (Estou a ser simpática…)
Portanto siga! Façam greves, afundem mais o país (porque
mesmo que vos digam que sim às exigências, mais tarde vamos TODOS pagar por
elas) e continuem sem votar! Ah, e aproveitem por mim para ir até àquela
esplanada à beira mar ou fazer umas comprinhas (quiçá rumar até ao Algarve) porque eu não posso… eu acordei
na mesma cedo para levar o meu filho à escola que não abriu (era dia de teste
de avaliação, não podia arriscar) e tenho de trabalhar para poder ter aquilo
que quero… mas isso sou só eu que sou totó…
Se calhar safava-me melhor a não fazer ‘’nenhum’’!

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